Eu queria trazer-te uma imagem qualquer
para os teus anos…
Oh! Mas apenas este vazio doloroso
de uma sala de espera onde não está ninguém…
É que,
longe de ti, de tuas mãos milagrosas
de onde meus versos voavam – pássaros de luz
a que deste vida com seu calor –
é que longe de ti me sinto perdido
– sabes? –
desertamente perdido de mim!
Em vão procuro…
mas só vejo de bom, mas só vejo de puro
este céu que eu avisto da minha janela.
E assim, querida,
eu te mando este céu, todo este céu de Porto Alegre
e aquela
nuvenzinha
que está sonhando, agora, em pleno azul!
Mario Quintana