O ar definitivamente foi o pior. Tensão e poluição. Não aconselho. Então descobri mais uma coisa: gosto mesmo é de praia.
No meio de tudo, encontrar um espaço enorme dedicado a algo que se ama é tão confortante! O Museu da Língua Portuguesa foi a mais grata surpresa. Palavras cheias de sentido, som e emoção em todos os lados, literalmente. Foi a minha primeira experiência num museu em que tudo não só pode como deve ser mexido. Até mesmo todos os sentidos da palavra “sentido” ganharam outros sentidos. Saí mais apaixonada do que quando entrei.
Outra coisa: tenha sempre uma moeda à mão para não ficar morrendo de medo quando um homem todo sujo de sangue vier lhe pedir um trocado.
A quantidade de orientais e descendentes é impressionante. Meninas andando ao pares nas ruas vestidas (acredite) normalmente, donas de lojas de roupas e bugigangas, vendedores de lojas, atendentes de lanchonetes, pedindo nas calçadas e sentados ao meu lado no trem. Poderia me acostumar rapidamente com isso.
Descendentes de italianos realmente falam alto e tratam todos como se fossem da família. Não me surpreendi com isso, clichês são mesmo verdades absolutas, mas me fez um bem danado me sentir bem recebida e realmente o ser, com direito à sushi e tudo (Não entendeu? Ah! Isso é uma longa história).
Coincidências do tamanho da população de São Paulo acontecem. Quais são as chances de encontrar um amigo de infância que não se vê há dois anos, porque mora em Porto Alegre, numa festa privada em Santo André quando você está lá por apenas dois dias e mora em Salvador? Quando eu digo que essas coisas só acontecem comigo ninguém acredita.