Ta. Vamos começar assim mesmo de palavras e gestos abstratos, iniciando textos sem precisar terminar. O que me quer, caneta? Mais um meta-texto? Tudo bem, como queiras. Cheio de exemplos, como aquele do homem sem álibi que rondava a casa da mulher na hora de seu assassinato; cheio de justificativas, porque o importante é ser entendido por todos; cheio de sinônimos que querem dizer a mesma coisa; cheio de argumentos contra mim mesma, já que dizem que o texto deve ser simples, mas os fáceis demais carecem de poesia; cheio de conteúdos facilmente inferíveis, claros como a água incolor da nascente de um rio; cheio de listas do que se deve faze, do que não se deve fazer, das críticas possíveis, das canetas da mochila, dos pensamentos abstratos