Teresópolis

Na mesa do bar, conversando com os amigos, todas as coisas mais bestas se tornam engraçadas. Até aquele filme absurdo da quinta-feira. Mesmo que ninguém entenda nada. Isso também é engraçado. O pior é que as pessoas conseguem ser mais ridículas que o filme ao inventar um roteiro para ser gravado. Podemos fazer um filme estilo Velozes e Furiosos só que em Salvador, porque velocidade e mulher sempre dão dinheiro e em todo canto tem alguém para se preocupar com isso.
O
blues rasgando no fundo pede algo mais sentimental pede sentimento. A história dos (des)amores dela daria um filme. Daria mesmo. Daí teria aquele primeiro lance com toda aquela posse, coisa louca. E o primeiro pé-na-bunda, bem como o atual ‘bom demais para ser verdade’ que é verdade. É daria um filme legal. Mas aquela cena do menino que tem medo de mar e tem que decidir entrar na água ou não, representando todo medo represado que os homens têm de se envolver, que termina sem terminar é linda.
Quem vai dirigir tem que parar de beber nesse ponto e tomar uma águinha. Água! Água! Água! Todo mundo perturba quem tem que parar de beber, a água foi por conta da casa. Mas só se for com gás. A história mais viajada daquela menina que inventa coisas que parecem acontecer no ônibus e na rua que ela passa, que não se sabe ser imaginação dela ou verdade, é a que eu mais gostei. Talvez por causa da louca que reagiu às gracinhas do cobrador puxando uma arma e apontando na cara dele, ou por quando a menina se joga na frente do ladrão para salvar ele de um tiro. Tem violência contextualizada nesse. É, tem. Daí pode passar mais de duas horas que as histórias brotam e vão nascendo por todos os lados. Todo mundo ri. A última foi por conta da casa.

3 Responses

  1. É muito bom poder ler um txt contextualizado! E falaí, Therezópolis é uma cerveja muiiiito demais, hein? Quando passar no concurso vou comprar a fábrica pra mim haueuheauhea

  2. oia, menina

    Vc esta em falta para com o seu blog, nunca mais escreveu PQ? O que voce anda aprontando? ehehehhe

    http://anabacana.wordpress.com/

    Olha que texto massa esse `120 dias de seca`, lembrei da praia do Rasta!

  3. Gostei do texto…Sei lá, vi nesse texto retalhos do cotidiano, coisas que fazem parte da vida de todos. Quem nunca sentou-se há uma mesa de bar, ou se reuniu com amigos pra conversar um monte de besteiras!! É trem baum só…hehehe

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